Atentado terrorista deixa 5 mortos em Israel e tensões aumentam às vésperas do Ramadã

Segundo cientista político, Israel vive pior crise de ataques dos últimos 20 anos. Nos últimos sete dias, três atentados aconteceram deixando 11 mortos.

Cinco pessoas foram mortas e várias outras ficaram feridas em um tiroteio em uma área de Bnei Brak e em duas áreas de Ramat Gan, centro de Israel. Alguns relatos afirmam que um homem abriu fogo contra transeuntes enquanto andava de motocicleta. A polícia e o serviço nacional de emergência médica e desastres de Israel, Magen David Adom, estão no local.

Autoridades de segurança identificaram o atirador como um palestino da Cisjordânia que já foi membro do Fatah e que foi preso anteriormente por ligação com grupos terroristas e cumpriu pena por venda ilegal de armas. Além dele, que foi morto, um suspeito foi preso e as buscas continuam para tentar identificar um terceiro suspeito de participar do ataque.

André Lajst, cientista político e presidente executivo da StandWithUs Brasil, identifica que essa é a pior crise de atentados em Israel dos últimos 20 anos, ataques comemorados pelo Hamas, Jihad Islâmica e as Guardas Revolucionárias do Irã nas regiões da Cisjordânia e de Gaza. Esse é o terceiro atentado ocorrido em Israel nos últimos 7 dias, resultando em 11 mortes. Segundo o especialista, “o mês de abril é geralmente marcado por muitas tensões na região por conta do Ramadã, mês no qual mulçumanos fazem seus rituais religiosos de jejum e orações. No ano passado, as tensões se elevaram tanto que culminaram em um conflito armado entre israelenses e palestinos durante praticamente todo o mês de maio. Por isso, é preciso estar alerta a esse crescente número de atentados terroristas em Israel”.

O cientista político ainda chama atenção para a diferença da resposta aos ataques. “Os líderes árabes israelenses condenaram todos os atentados. Líderes palestinos celebram ou ficam em silêncio. Israel precisa dizer à liderança palestina: condenem agora o atentado ou serão sancionados. O mesmo ao Catar: se vocês não condenarem os atentados e a violência contra Israelenses, seu diplomata que leva dinheiro à Faixa de Gaza não será autorizado a entrar em Israel”, defende.

André Lajst é cientista político, diretor executivo da StandWithUs Brasil e doutorando da Universidade de Córdoba (Espanha), em Ciências Políticas e Sociais, com foco no processo de paz palestino-israelense.

Graduado no Centro Interdisciplinar Herzliya (Israel) em Governo, Diplomacia e Estratégia, com ênfase em Oriente Médio, é mestre pela mesma instituição em contraterrorismo e segurança nacional. Foi oficial acadêmico no departamento de pesquisa e operações da inteligência da Força Aérea de Israel e atuou como pesquisador do Instituto Internacional em Contraterrorismo, (ICT), onde realizou dezenas de pesquisas sobre terrorismo, processo de paz, mundo árabe e a influência dos grupos Hezbollah e Al Qaeda no Brasil.

Tem sido fonte de diversos meios de comunicação do Brasil, entre os quais Revista Veja, Globo News, Folha de S. Paulo, CNN Brasil, Jovem Pan, Gazeta do Povo, O Estado de Minas, O Estado de São Paulo, e veículos da imprensa israelense, como Times of Israel, Channel 2, entre outros, sobre temas ligados ao Oriente Médio, terrorismo e contraterrorismo, processo de paz árabe-israelense e segurança nacional. Atua como professor e palestrante, em instituições públicas e privadas do Brasil, como a Universidade de São Paulo (USP), Fundação Getúlio Vargas (FGV), Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Belas Artes, Casa do Saber, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal do Amazonas, Instituto Federal Rio Grande, Universidade Federal do ABC (UFABC), São Judas Tadeu, entre outras.

Botão Voltar ao topo