Israelense é ferido em mais um ataque terrorista em Israel

Segundo cientista político, Israel vive pior crise de ataques dos últimos 20 anos. Nos últimos sete dias, atentados deixaram 11 mortos.

Mais um ataque terrorista em Israel: nesta quinta-feira, 31 de março, um homem de 28 anos foi levado para o hospital com ferimentos graves após um palestino atacá-lo com uma chave de fenda dentro de um ônibus. O caso aconteceu perto do assentamento de Neve Daniel, na Cisjordânia, ao sul de Jerusalém.

Os médicos disseram que outras três pessoas foram tratadas no local por estarem com crises de ansiedade. O agressor foi morto a tiros por um outro passageiro armado que estava no próprio ônibus, confirmaram as Forças de Defesa de Israel.

O esfaqueamento ocorre em meio a uma das piores ondas de terror vistas em Israel nos últimos 20 anos. Nos últimos 9 dias, 11 pessoas foram mortas: quatro em um ataque de esfaqueamento e atropelamento em Beersheba, duas em um tiroteio em Hadera e cinco em um tiroteio em Bnei Brak. Esses ataques foram comemorados pelo Hamas, Jihad Islâmica e as Guardas Revolucionárias do Irã nas regiões da Cisjordânia e de Gaza.

As forças de segurança foram colocadas em alerta máximo e ordenadas a reprimir quaisquer potenciais células terroristas e indivíduos vistos como um possível perigo, tanto dentro de Israel quanto na Cisjordânia.

André Lajst, cientista político e presidente executivo da StandWithUs Brasil, identifica que a crise é intensificada ainda mais pela proximidade de datas religiosas muçulmanas. Segundo o especialista, “o mês de abril é geralmente marcado por muitas tensões na região por conta do Ramadã, mês no qual mulçumanos fazem seus rituais religiosos de jejum e orações. No ano passado, as tensões se elevaram tanto que culminaram em um conflito armado entre israelenses e palestinos durante praticamente todo o mês de maio. Por isso, é preciso estar alerta a esse crescente número de atentados terroristas em Israel”.

O cientista político ainda chama atenção para a diferença da resposta aos ataques. “Os líderes árabes israelenses condenaram todos os atentados. Líderes palestinos celebram ou ficam em silêncio. Israel precisa dizer à liderança palestina: condenem agora o atentado ou serão sancionados. O mesmo ao Catar: se vocês não condenarem os atentados e a violência contra Israelenses, seu diplomata que leva dinheiro à Faixa de Gaza não será autorizado a entrar em Israel”, defende.

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