É do SER HUMANO

Por Ubaldo Oliveira

Quando nos sentamos pra almoçar, jantar, tomar café da manhã ou sentar numa mesa de bar pra tomar umas e beliscar, queremos sossego, paz pra fazer aquilo que é o mais usual do ser humano. Se interrompidos, ficamos insatisfeitos. Mesmo quando só nos cumprimentam, se for alguém mal vestido, parecendo de rua, ficamos na expectativa da pessoa se aproximar, pedir algo, perturbar.//// Há os que ficam realmente alterados, e já vão mandando a pessoa se retirar, passar batido, não querem a mínima conversa. Tudo isso é do ser humano. Outros já levam mais de boas, cumprimentam também e dão algum dinheiro, um marmitex, e se resolve a questão. Mas isso é difícil pra quem é dono de bar/rest. Depois que passei uns 30 anos no meu antigo bar/rest, a paciência já tinha ido embora, seja por causa de um pedinte chato ou porque vinha contando aquelas histórias longas. Mas não negava o rango. É do ser humano.///// Eis que estavam na praia Orlando Xavier e sua família, em um lugar muito bacana, esqueci o Estado e o nome do clube. Iam almoçar e estavam à mesa. Passa um cara de meia idade, camisa e short surrados, sandália havaiana e chapéu de palha. Cumprimenta, e Orlando diz. -Bão ? Vamo almoçá ? O sujeito se senta, conversa com a família e se retira depois de alguns minutos.///// Depois da peixada e outras delícias do mar, é hora de ir embora e pagar a conta. O garçom chega e diz pra Orlando, que talvez seja tão beatlemaníaco quanto eu -O patrão gostou muito do senhor, a conta já tá paga.

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