segunda-feira , 24 junho 2024
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Dia Mundial da Conscientização do Autismo – Novas Descobertas e Inovações no Entendimento da Condição

À medida que o mundo observa o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, um olhar inovador sobre essa condição está surgindo graças a projetos como o RG-TEA e estudos recentes que ampliam nossa compreensão do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O projeto RG-TEA se destaca como uma iniciativa colaborativa envolvendo profissionais de diferentes campos e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Com uma equipe diversificada, incluindo especialistas em neurociências, medicina, psicologia, e outros profissionais, juntamente com indivíduos que vivenciam o TEA, o projeto busca contribuir para a pesquisa e oferecer suporte a pessoas com autismo. Essa colaboração multidisciplinar tem como objetivo ampliar o entendimento do TEA e explorar abordagens terapêuticas eficazes.
Durante uma recente conferência, o representante do CPAH – Centro de Pesquisa e Análises Heráclito, parte integrante do projeto RG-TEA, compartilhou descobertas importantes na área do autismo. Uma pesquisa significativa sobre a ressonância estocástica no autismo foi destacada, revelando que pessoas com altos traços autísticos podem exibir um desempenho cognitivo superior sob certas condições. Este estudo, amplamente discutido no CPAH, proporciona um olhar inovador sobre as possíveis vantagens cognitivas associadas ao autismo, enriquecendo o entendimento atual da condição.
No contexto do estudo realizado pelas Universidades Rowan e Rutgers, a preocupação levantada não é se o bisfenol A (BPA), um aditivo plástico comum, causa o autismo ou TDAH, mas sim como essa substância afeta crianças já diagnosticadas com estas condições. O estudo identificou que crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) têm uma capacidade reduzida de desintoxicação do BPA em comparação com crianças neurotípicas. Isso sugere que crianças com TEA e TDAH podem ser mais vulneráveis aos efeitos tóxicos do BPA, devido à menor eficiência em processar e eliminar essa substância do corpo.
Essas descobertas são fundamentais para repensar as abordagens no cuidado e suporte a indivíduos com TEA. A pesquisa do RG-TEA e os estudos sobre a toxicidade do BPA demonstram a importância de uma perspectiva multidimensional na análise do autismo, envolvendo desde a neurofisiologia até os fatores ambientais.
O Projeto RG-TEA ressalta a importância da continuação das pesquisas nessa área emergente. “O Dia Mundial da Conscientização do Autismo é um momento crucial para refletir sobre as maneiras de aprimorar a vida das pessoas no espectro. Com o avanço das pesquisas e a implementação de abordagens inclusivas, o projeto está pavimentando novos caminhos para uma compreensão mais profunda e um suporte mais eficaz às pessoas com autismo”, destacou a equipe do projeto.
Um aspecto notável do projeto RG-TEA é a sua equipe diversificada, composta por profissionais altamente qualificados de diversas áreas. Sob a liderança do Dr. Fabiano de Abreu Agrela, a equipe inclui Dr. Daniel Silveira, médico com diagnóstico de TEA, e a Dra. Leninha Wagner, PhD em Neurociências. A pesquisa e o desenvolvimento no campo do autismo são enriquecidos pela colaboração de Hitty-ko Kamimura, especialista em farmácia e biotecnologia, e pelo Dr. Flávio Henrique, médico psiquiatra focado em pesquisa sobre TEA.
Contribuições importantes também vêm de Dra. Natalie Banaskiwitz, PhD em Psicologia e especialista em autismo, e de Vanessa Bulcão, psicóloga baseada em Portugal. O jornalista Marcos Souza, pai de uma criança com TEA, e Lorrana Gomes, advogada e mãe de uma criança com TEA, trazem perspectivas pessoais valiosas para o projeto. Completando este grupo estão Giovanna Cariry, influenciadora com TEA Nível 2 de Suporte, e Gildo Cariry, padrasto de uma criança com TEA.
Essa equipe multidisciplinar trabalha em conjunto para criar um ambiente de apoio, pesquisa e desenvolvimento que beneficia não apenas pessoas com TEA, mas também suas famílias e comunidades. O projeto RG-TEA se destaca pela sua abordagem holística e inclusiva, garantindo que os avanços na ciência do autismo sejam acessíveis a todos os que necessitam.
Neste Dia Mundial da Conscientização do Autismo, testemunhamos progressos notáveis e encorajadores tanto na pesquisa quanto no apoio às pessoas com TEA. Projetos como o RG-TEA, conduzidos por uma equipe de especialistas comprometidos e experientes, estão fazendo descobertas importantes sobre o autismo. Mais do que isso, estão oferecendo esperança e desenvolvendo abordagens práticas para melhorar a vida daqueles afetados por essa condição.
Novo Estudo Revela Facetas Positivas do Autismo: Uma Perspectiva do Dr. Fabiano de Abreu Agrela
Pesquisa Sobre Ressonância Estocástica no Autismo Apresenta Resultados Promissores
Em uma revelação científica surpreendente, um estudo recente sobre a ressonância estocástica no autismo está redefinindo a compreensão deste transtorno de neurodesenvolvimento. O Dr. Fabiano de Abreu Agrela, Pós PhD em Neurociências e membro da Society for Neuroscience nos Estados Unidos, ofereceu sua perspectiva valiosa sobre esta pesquisa, que está sendo amplamente debatida no Centro de Pesquisas do RG-TEA.
O estudo em questão investigou como o autismo pode influenciar o desempenho cognitivo por meio do que é conhecido como “ruído neural”. O Dr. Agrela, que também é diretor do Projeto RG-TEA, destacou a importância desta pesquisa para a comunidade científica e para a compreensão mais ampla do autismo.
“Estamos acostumados a ver o autismo através de uma lente deficitária”, explicou o Dr. Agrela. “Este estudo, no entanto, revela que os indivíduos no espectro autístico podem ter capacidades cognitivas aprimoradas em certas condições, desafiando muitas suposições prévias.”
A pesquisa mostrou que indivíduos com traços autísticos elevados exibiram melhor desempenho em tarefas que envolvem o processamento de padrões complexos. Este fenômeno foi atribuído ao nível mais alto de ruído neural, que, em vez de ser uma barreira, pode ser uma vantagem em determinadas circunstâncias cognitivas.
O Dr. Agrela enfatizou o impacto dessas descobertas para futuras abordagens terapêuticas e educacionais. “Precisamos repensar como apoiamos e educamos pessoas no espectro”, disse ele. “Esta pesquisa abre caminho para uma abordagem mais positiva e potencializadora, focada em aproveitar as forças inerentes ao autismo, em vez de apenas mitigar suas dificuldades.”
No Centro de Pesquisas do RG-TEA, onde o estudo está sendo debatido intensamente, os pesquisadores estão animados com as possíveis implicações dessas descobertas. “Essa pesquisa pode mudar o jogo”, afirmou um dos pesquisadores. “Ela nos desafia a ver o autismo não apenas como uma condição a ser tratada, mas como uma diferença que possui seus próprios méritos únicos.”
As implicações desta pesquisa são vastas e abrangentes. Ela não apenas informa as comunidades científica e médica, mas também tem o potencial de influenciar como a sociedade vê e apoia indivíduos no espectro autístico.
A abordagem inovadora desta pesquisa representa um passo significativo em direção a uma compreensão mais equilibrada e positiva do autismo. Como o debate continua no Centro de Pesquisas do RG-TEA, há um crescente otimismo de que este estudo possa ser um marco no caminho para uma sociedade mais inclusiva e compreensiva.

Estudo revela risco aumentado de toxicidade por BPA em crianças com Autismo e TDAH

Especialista em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, comenta os resultados e as implicações para o futuro.

Um estudo recente, realizado pelas universidades Rowan e Rutgers nos EUA, encontrou uma diferença preocupante na forma como crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) eliminam o bisfenol A (BPA), um aditivo plástico comum, em comparação com crianças neurotípicas.

O estudo analisou a capacidade de 66 crianças com autismo, 46 com TDAH e 37 neurotípicas de eliminar o BPA e o DEHP através da glucuronidação, um processo essencial de desintoxicação do corpo. As crianças com TEA e TDAH apresentaram uma desintoxicação comprometida para ambos os compostos, com uma redução na eficiência de 11% para BPA em crianças com TEA e 17% em crianças com TDAH.

Dr. Fabiano de Abreu Agrela, pós-PhD em Neurociências e especialista em genômica, membro da Society for Neuroscience e diretor do Projeto RG-TEA de pesquisas em prol do conhecimento do autismo, comenta os resultados:

“Estudos como este são cruciais para mapearmos as diversas possibilidades relacionadas à desintoxicação comprometida, resultados e riscos de condições como TEA e TDAH. É fundamental analisarmos fatores adjacentes, como questões genéticas e outros componentes que podem influenciar essa complexa questão. Em ciência, todas as probabilidades devem ser ponderadas antes de se chegar a conclusões definitivas. No entanto, este estudo já nos alerta para a necessidade de um maior cuidado com a exposição ao BPA, especialmente em crianças.”

Possíveis implicações:

A dificuldade em eliminar o BPA pode levar à sua acumulação no corpo, expondo o cérebro em desenvolvimento a seus efeitos tóxicos. O BPA pode interferir na comunicação neuronal, afetando o desenvolvimento e a função de neurônios, o que pode contribuir para os sintomas de TEA e TDAH.

Mutações genéticas em algumas pessoas podem dificultar ainda mais a eliminação do BPA, aumentando a suscetibilidade a seus efeitos nocivos. Essa predisposição genética pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de TEA e TDAH em indivíduos expostos ao BPA.

Precauções e pesquisas futuras:

Embora o estudo não conclua que o BPA causa TEA ou TDAH, é crucial minimizar a exposição a essa substância, especialmente em crianças. É recomendável:

  • Evitar produtos que contenham BPA;
  • Optar por alternativas como vidro ou aço inoxidável;
  • Reduzir o uso de plásticos, especialmente quando aquecidos.

Mais pesquisas são necessárias para determinar se a exposição ao BPA causa TEA ou TDAH e para identificar os mecanismos moleculares envolvidos.

Considerações sobre a glucuronidação:

A capacidade de glucuronidação pode ser influenciada por diversos fatores, incluindo idade, genética, doenças e medicamentos. Bebês, gestantes, indivíduos com doenças hepáticas ou renais e pessoas que tomam certos medicamentos podem ter uma capacidade reduzida de eliminar toxinas como o BPA.

“O estudo levanta preocupações sobre a exposição ao BPA e sua possível relação com TEA e TDAH. A desintoxicação comprometida em crianças com essas condições pode aumentar sua suscetibilidade aos efeitos nocivos do BPA. Mais pesquisas são necessárias para confirmar essa relação e para desenvolver medidas de prevenção e tratamento eficazes.” Comenta Dr. Agrela

Dr. Fabiano de Abreu Agrela reforça a importância de pesquisas aprofundadas na área de neurodesenvolvimento. “Estudos como este abrem portas para tratamentos mais direcionados e eficazes, além de fomentar um melhor entendimento sobre as complexidades dos transtornos de desenvolvimento.”

Referência do estudo:

Stein, T. P., Schluter, M. D., Steer, R. A., & Ming, X. (2023). Bisphenol-A and phthalate metabolism in children with neurodevelopmental disorders. PLoS ONE, 18(9), e0289841. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0289841

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