segunda-feira , 28 setembro 2026
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O que a pandemia está ensinando para a educação?

Você não queria, mas agora é obrigado a encarar câmera, luz, ação!

Seus alunos não estão mais em sala de aula e seus concorrentes estão a um click do teclado. É hora de se reinventar para continuar respirando.

O isolamento social, que foi imposto, exige o desenvolvimento de novas habilidades de comunicação e relacionamento. O falar não basta. A imagem pode não refletir a realidade. A comunicação precisa ser verdadeira e assertiva.

Reuniões, aulas, conferências. Tudo acontece à distância, não há tempo para aprender e, às vezes, nem para pensar direito. É preciso fazer o caminho caminhando. É necessário inovar no desconhecido e ser criativo no fazer.

Surge um novo paradigma e os velhos paradigmas são derrubados. Todo conhecimento, que sua instituição de ensino adquiriu durante anos de existência, não importa mais se não houver flexibilidade, agilidade e habilidade humana.

Flexibilidade para aceitar o novo e reconhecer que as metodologias precisam ser transformadas e adaptadas. Transformadas para suprir uma nova demanda de um público que, apesar de ser o mesmo, precisa de um novo produto educacional e, adaptado à capacidade de consumo desse novo velho cliente.

Agilidade para inovar e identificar quais serão as profissões e os profissionais do futuro e o que essas transformações exigem do novo profissional.

Habilidade humana para se aproximar, ainda que distante, do seu cliente, oferecendo canais de comunicação e aprendizado com interação, integração e qualidade; com preço acessível e facilidade de acesso as plataformas de ensino.

Cursos de graduação e pós-graduação são ofertados pelas mais diversas instituições de ensino. A disputa pelo aluno está acirrada. As vantagens que as instituições de ensino tinham não servem mais. Localização, não importa. Estrutura de sala de aula, não importa. Lousa interativa, não importa. Laboratórios com muitos computadores, também não importam mais.

A sala de aula é a casa do aluno. A lousa é seu computador. Laboratórios e bibliotecas, tudo deve estar ao alcance do aluno via web. E tornar isso possível não é mais um diferencial, é uma obrigação para quem quer se manter vivo nessa pandemia e não ser derrotado pelo vírus da concorrência que se alastra e se fortalece a cada dia.

Não basta ser gestor de negócios, o momento exige, além de visão administrativa, muita responsabilidade social. Perceber que é necessário disponibilizar meios e recursos para que o aprendizado não pare e colocar o desenvolvimento humano como valor primordial, acima do lucro, pode ser o diferencial nesse novo mercado virtual. E o lucro poderá ser a consequência da aplicação desse valor.

Para as instituições de ensino, que apenas ensinavam, mas não aplicavam a administração com planejamento estratégico, está na hora de deixar de lado a teoria da burocracia e implementar, com urgência, a teoria do desenvolvimento organizacional, da administração empreendedora e participativa com imperativo tecnológico e humano.

Autor: Julio Cezar Bernardelli é mestre em Tecnologia e Sociedade; graduado em Administração, especialista em Gestão e Liderança e professor do Centro Universitário Internacional Uninter.

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