Mudanças na alimentação podem aumentar a expectativa de vida em até 13 anos

Mudar o que você come pode adicionar até 13 anos à sua vida, de acordo com um estudo recém-publicado. A pesquisa, publicada em 08 de fevereiro de 2022 no jornal PLOS Medicine, criou um modelo do que poderia acontecer com a longevidade de um homem ou mulher se eles substituíssem uma “dieta típica ocidental” focada em carne vermelha e alimentos processados ​​por uma “dieta otimizada” baseada na ingestão reduzida de carne vermelha e processada e mais frutas e vegetais, legumes, grãos integrais e nozes e outras sementes.

A alimentação é fundamental para a saúde e estima-se que os fatores de risco dietéticos globalmente causem 11 milhões de mortes e 255 milhões de anos de vida ajustados por incapacidade anualmente.

Para modelar o impacto futuro da mudança de dieta de uma pessoa, os pesquisadores da Noruega usaram meta-análises e dados existentes do estudo Global Burden of Disease, um banco de dados que rastreia 286 causas de morte, 369 doenças e lesões e 87 fatores de risco em 204 países e territórios ao redor do mundo.

Os pesquisadores observaram que a mudança sustentada de uma dieta típica ocidental para a dieta ideal a partir dos 20 anos aumentaria a expectativa de vida em mais de uma década para mulheres dos Estados Unidos (10,7 anos) e homens (13,0 anos). Os maiores ganhos seriam obtidos com o maior consumo de leguminosas, grãos integrais e oleaginosas e menos carne vermelha e carne processada. A mudança de uma dieta típica para uma dieta otimizada aos 60 anos aumentaria a expectativa de vida em 8,0 anos para mulheres e 8,8 anos para homens, e os de 80 anos ganhariam 3,4 anos (mulheres: 2,6 a 3,8/ homens: 2,7 a 3,9).

Já a mudança de uma dieta ocidental típica para uma dieta de abordagem de viabilidade aumentaria a expectativa de vida de mulheres de 20 anos em 6,2 anos e 7,3 anos para homens.

Mas, segundo a Dra. Claudia Chang, pós-doutora em endocrinologia e metabologia pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM); quando uma pessoa tem o metabolismo baixo, a alimentação tem que ser muito mais controlada em comparação a um indivíduo com metabolismo alto. Ao fugir de uma rotina alimentar equilibrada, a tendência é reganhar peso rápido. Entretanto, restringir demais a alimentação pode contribuir na perda de massa muscular, reduzindo o metabolismo a longo prazo.

A verdade é que o corpo tem necessidades diferentes para cada período da vida. Para as mulheres acima dos 40 anos, por exemplo, é essencial incluir na dieta cálcio, vitamina B12, potássio, magnésio, vitamina D e Ômega. É possível ingerir estas vitaminas consumindo alimentos ou suplementos, com orientação médica. A vantagem de optar pelos alimentos é que, além de mais saudáveis, possuem outros nutrientes nem sempre presentes nas cápsulas.

“O organismo gasta mais energia na digestão de proteína, se comparado à gordura ou ao carboidrato. Sendo assim, para elevar o metabolismo, o ideal é substituir parte dos carboidratos por alimentos magros e fontes de proteínas, como carnes brancas/magras, ovos, grãos e nozes”, orienta Claudia Chang.

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