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Em Belo Horizonte

Terceiro setor mobilizado no enfrentamento da Covid-19

Pesquisa revela que 87% das organizações da sociedade civil brasileiras ofertaram atendimento às populações afetadas pela Covid no Brasil. Especialistas alertam que organização e transparência otimizam a destinação dos recursos. Em BH, ação Unindo Forças BH – Todos Contra a Fome reúne 70 instituições e 15 empresas para arrecadar R$ 2 milhões destinados à compra de cestas básicas.

Noemi Vieira, 57 anos, mora na Ocupação Izidora em uma casa nove pessoas. Ela, 3 filhos e 5 netos entre 3 e 11 anos. Todos adultos estão desempregados. A comida vem da horta de seu quintal. Mas orapronobis, taioba, chuchu e couve não são suficientes. E a solidariedade de vizinhos, amigos e iniciativas do terceiro setor têm alimentado corpo e alma: “Já fiquei algumas noites sem jantar para dar o que tinha de comer para meus netos. E mesmo no aperto, eu me sinto privilegiada por conseguir plantar e ainda receber ajuda”.

A família de Noemi foi beneficiada pela mobilização social Unindo Forças BH, criada durante a pandemia para arrecadar dinheiro para a compra de cestas básicas para a população mais vulnerável da capital mineira e Região Metropolitana de Belo Horizonte. A inciativa reúne esforços de arrecadações de 80 instituições e já conseguiu apoio de 15 empresas. “Optamos em construir uma ação conjunta porque acreditamos na união e na organização como meio mais eficaz de conseguir ajudar as pessoas. A pandemia agravou o problema da fome e não podemos esperar. Juntos conseguimos resultados melhores que se estivéssemos captando sozinhos. Tanto que já temos R$ 1.3 milhões em caixa. Tenho certeza que conseguiremos atingir nossa meta de R$ 2 milhões até primeiro de maio deste ano!” revela Sílvia Castro, coordenadora de Comunicação da Campanha.

Segundo dados da Associação Brasileira de Captadores de Recursos, ABCR, o montante de R$ 6,5 bilhões foi arrecadado no último ano em doações. As organizações da sociedade civil já existentes tem sido fundamentais para conectar recursos emergenciais a populações necessitadas. De acordo com a pesquisa “Impacto da Covid-19 nas OSCs Brasileiras: da Resposta Imediata à Resiliência”, promovida pela Mobiliza e ReosPartners e divulgada pela Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais, ABONG, 87% das organizações ofertaram atendimento às populações afetadas pela Covid-19, sendo que 50% delas se engajaram na distribuição de alimentos e/ou produtos de higiene e proteção para públicos já atendidos. Segundo a ABONG, as OSC´s rapidamente passaram a funcionar como pontos de apoio estratégicos de distribuição e conscientização sobre uso de equipamentos de proteção e segurança contra o coronavírus nas comunidades.

Madalena dos Santos, 51 anos, estava desanimada com a vida quando a cesta básica chegou. Os alimentos vieram como alento às preocupações que tem tirado a alegria dessa mulher. Perda do emprego da filha, falta de dinheiro para manter a fabricação dos vasos de cimento que garantia parte da renda e 2 netos para ajudar a criar. Olhar triste e poucas palavras foram suficientes para traduzir a luta de muitos brasileiros para manter a família viva na pandemia.

A ABONG reforça que essa mobilização identificada no primeiro período da pandemia, foi indiscutivelmente positiva. No entanto, precisa ser mantida para dar consistência e perenidade às ações realizadas. A associação informou ainda que o Brasil ocupou o 74° lugar, de 140 países, no ranking de solidariedade “World Giving Index 2019”, da Charities Aid Foundation. E reforçou que ainda precisamos desenvolver a cultura de mobilização social mesmo sem grandes tragédias. E a prestação de contas à sociedade é fundamental para manter a transparência das ações. No caso da Unindo Forças – BH, A Grant Thornton Brasil, uma das maiores empresas de auditoria e consultoria do mundo, com presença em mais de 140 países, prestará serviços de auditoria das demonstrações financeiras do movimento. O trabalho será coordenado pelo sócio e líder do escritório de Belo Horizonte, Daniel Vieira. De acordo com o CEO da empresa no Brasil, Daniel Maranhão: “A ideia é reafirmar o compromisso da Grant Thornton de atuar de maneira consistente em ações e projetos relacionados à inclusão e diversidade, empreendedorismo e voluntariado. É muito importante para nós e uma satisfação poder fazer parte do projeto atestando seu compromisso com a transparência dos processos, parceiros e sociedade”, afirma o executivo.

Sobre a Campanha Unindo Forças BH – TODOS contra a FOME
O Unindo Forças BH – TODOS contra a FOME é uma campanha online de doação coletiva criada para reduzir os danos da fome durante a pandemia em BH e RMBH. A iniciativa começou com a união de 8 Instituições e hoje são mais de 70 que recebem apoio e/ou patrocínio de 15 empresas. O diferencial da campanha é organização feita por meio da soma de esforços de todos juntos pela mesma causa. E a prestação de contas, transparente.

Existem subgrupos composto por voluntários responsáveis pela comunicação da campanha, negociação e compra das cestas, identificação e relacionamento com líderes comunitários, criação de estratégia para distribuição. Toda a operação de entrega dos alimentos é feita em parceria com instituições e líderes comunitários que conhecem as comunidades e que estão tomando todos os cuidados recomendados por sanitaristas.
As cestas são entregues semanalmente depois de higienizadas desde a montagem até a entrega. O critério de seleção das famílias leva em consideração a maior vulnerabilidade na data da entrega segundo mapa feito por meio de um cruzamento de dados reavaliados pelas lideranças comunitárias locais.

Dados da arrecadação e entrega até 13/05: Arrecadados cerca de R$ 1.3 milhões e cerca de 8.850 cestas entregues a mais de 100 famílias.
Para doar acesse: https://evoe.cc/unindo-forcas-bh

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