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Ex aluna da FASEH é autora de pesquisa inédita com publicação Internacional

O estudo da relação entre respiração oral e acometimento cardiovascular na infância foi publicado em periódico de referência em otorrino e alergia

Foto ilustrativa: Portal Otorrino

Em 2014, o TCC da aluna de Medicina da Faseh Carolina Nader, orientado pelo professor Flávio Diniz Capanema, ganhou o prêmio “Mérito Talento Científico” da faculdade. Sinal de que o tema e o método foram acertados. Agora, veio o reconhecimento internacional. O estudo sobre a relação entre respiração oral e acometimento cardiovascular em crianças, feito em parceria com a UFMG, foi publicado em um periódico norte-americano de referência em otorrino e alergia.

O pediatra e professor da Faseh, Dr. Flávio Capanema

“É um dos primeiros trabalhos, no mundo, mostrando o aumento da pressão na artéria pulmonar em crianças respiradoras orais. É um tema pouco explorado e, aqui em Minas Gerais, este trabalho é inédito”, diz o professor da Faseh Dr. Flávio Diniz Capanema. O artigo, segundo o médico, reforça a importância do estudo sobre este grupo de crianças. “Elas têm dificuldade de respirar pelo nariz, por causa obstrutiva ou inflamatória, e começam a adotar padrão de respiração pela boca que é o que chamamos de respirador oral. Isso tem aumentado muito”, completa o professor.

“A ideia foi toda dele, na verdade. Ele me falou que estava atendendo muitos casos, que estava preocupado com o acometimento do coração das crianças e sugeriu investigar através da Ecodoplercardiografia”, conta a ex-aluna da Faseh e hoje médica Carolina Nader. 

Dra. Carolina Nader: autora principal do artigo

Faseh + UFMG

Para realizar a pesquisa, professor e aluna buscaram um local que atendesse este tipo de paciente e chegaram ao Ambulatório do Respirador Oral do Hospital das Clínicas da UFMG, coordenado pela médica otorrinolaringologista Helena Becker . “Falei com ela da nossa ideia de fazer o ECO nessas crianças, para checar a pressão na artéria pulmonar delas e determinar o comprometimento cardiovascular, por conta desta respiração oral. E a Dra. Helena abraçou o projeto!”

Dra. Helena Becker: coord. do Ambulatório do Respirador Oral do HC/UFMG

A Dra. Helena ressalta o ganho científico com a pesquisa de iniciativa da aluna e do professor da Faseh. “Diversos temas livres e posteres foram apresentados em congressos nacionais e internacionais com os resultados parciais e mereceram vários prêmios nestes eventos”.

Sobre a pesquisa, a coordenadora do ambulatório do HC disse que a ideia era excelente e ia de encontro aos interesses de pesquisa do grupo. Também elogiou a estudante a quem orientou. “A Carol, por ser uma aluna excepcional e totalmente dedicada, passou a fazer parte do time. Defendeu o TCC com brilhantismo e deu continuidade nesta linha de pesquisa em seu mestrado pelo Programa de Pós-graduação em Saúde da Criança e do Adolescente da Faculdade de Medicina da UFMG”.

DNA DA FASEH

Além da coordenadora do ambulatório que orientou o trabalho juntamente com o Dr. Flávio e da Dra. Carolina, a pesquisa contou com a participação de mais 7 pessoas. Entre elas, está o ex-aluno, Vinícius Malaquias Ramos, que carrega o “DNA da Faseh” . Ele era residente de otorrino no ambulatório e também já tinha sido orientado pelo professor Capanema. 

“Esta foi a nossa segunda publicação internacional”, diz o Dr. Vinícius. No ano passado, o grupo dele e da Dra. Carolina Nader teve outro artigo publicado sobre o tema da pesquisa no International Journal of Pediatric Otorhinolaryngology”.  “O Dr. Flávio Capanema, professor de pediatria da Faseh, teve grande participação para que isso acontecesse!”, completa o ex-aluno da primeira turma de Medicina da Faseh.

Dr. Vinicius Ramos: aluno da 1ª turma de Medicina da Faseh

Outro do grupo de pesquisa que carrega o DNA da Faseh é o Roberto Becker Guimarães, aluno do 7º período de Medicina e filho da Dra Helena Becker.  Roberto também já teve um trabalho, feito pela Faseh, premiado como poster em um simpósio de pediatria, há cerca de 1 ano. “Era sobre a repercussão sistêmica de um adolescente que respira mal. Tem muito a ver com o trabalho da Carol”.

Fruto da pesquisa

Na época da pesquisa para o TCC, Carolina Nader começou a fazer um estágio no ambulatório do HC. Ela realizava exames de Rinomanometria nos pacientes para determinar o grau de obstrução nasal. “A gente viu que, praticamente, não havia estudos relacionando a limitação do fluxo da entrada de ar pelo nariz com os achados do ECO, principalmente, relacionado à pressão na artéria pulmonar. Começamos a investigar a correlação”.

Roberto Becker Guimarães: aluno de Medicina da Faseh

A pesquisa gerou 3 dissertações de mestrado, a dela e de dois residentes do HC, de acordo com Carolina. Ela, que hoje faz doutorado em apnéia do sono em crianças com Sindrome de Down pela UFMG, faz questão de dizer que o professor Flávio é seu eterno orientador. ” Tudo começou a partir dele, da pergunta de pesquisa que ele me passou”.  Este reconhecimento veio em um agradecimento especial ao mestre, na dissertação do mestrado.

Ao Prof. Dr. Flávio Diniz Capanema, meu eterno orientador, por ter formulado a pergunta clínica que levou ao início desta linha de pesquisa, desde o TCC e a Iniciação Científica. Pela confiança, incentivo, conhecimento e olhar clínico diferenciado, que me instigou a traçar os caminhos que levaram a esta tese. Sou muito grata por esta oportunidade!

Poluição como causa

A Dra. Carol Nader explica que o estudo que comprovou o impacto da respiração oral sobre a artéria pulmonar leva a um questionamento. Como ela explica, em áudio, ele pode gerar um novo estudo com pacientes adultos.

Segundo o professor Flávio, a consequência pode ser de insuficiência cardíaca, na fase adulta. Ele destaca que a poluição maior, hoje em dia, é um dos principais fatores para a causa disso. “O aumento do número de casos de inflamação, rinite, uma série de problemas respiratórios na infância advém da poluição aumentada”, diz o pesquisador.

“Em consequência disso, estas crianças têm tido complicações não só imediatas, mas a longo prazo. O artigo chama atenção para a doença que vem aumentando em prevalência e esta condição clínica pode trazer complicações, com o aumento da pressão na artéria pulmonar, o que pode levar a quadros de insuficiência cardíaca, na fase adulta”.

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