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Torcedores que entoaram cânticos homofóbicos em jogo do Galo podem pegar até dois anos de prisão

Domingo, futebol e homofobia. As tardes de domingo do Brasileirão costumam ser assistindo a um jogo de futebol ou até mesmo indo ao estádio para acompanhar seu clube favorito. O Mineirão, nesse domingo, foi palco de um episódio lamentável, um canto entoado por parte da torcida do Atlético Mineiro.

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Após a repercussão negativa, o clube alvinegro se manifestou nas redes sociais e repudiou o ato de seus torcedores.

De acordo com o professor em antropologia e história do Brasil, Frederico Tomé, os estádios de futebol ainda são vistos como “zona livre” para que torcedores façam coisas que não fariam em outra situação.

“Se tem uma concentração significativa de pessoas, isso faz com que o grupo se coloque numa condição de não ameaçado. Então, há uma certa força que gera um grau de certeza da impunidade, que faz com que a força da multidão amplifique discursos retraídos em um contexto individual.”

Não é a primeira vez em que casos assim acontecem no Brasil. Ainda em 2018, é comum ouvir nos estádios o grito de “bicha” sempre que um goleiro adversário cobra o tiro de meta.
O professor e especialista em direito penal, Yuri Sahione, explica que os envolvidos sejam enquadrados apenas no Estatuto do Torcedor.

“A ofensa é generalizada e não direcionada a uma determinada pessoa, então na conjugação desses crimes que estão relacionados à ofensa, há um descasamento da lei. Então, a gente é obrigado a recorrer ao Estatuto do Torcedor, que tem esse crime de incitação à violência nos estádios.”

Caso sejam denunciados, os torcedores envolvidos no caso podem pegar até dois anos de prisão. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) analisa a possibilidade de penalizar o clube mineiro pelos gritos homofóbicos que parte da torcida cantou na partida.

Reportagem, Igor Brandão

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