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09 de Dezembro de 2016

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Nota de Falecimento
  • 1977 - Clarice Lispector, escritora brasileira
Frase do dia
“Renda-se, como eu me rendi. 
Mergulhe no que você não conhece
como eu mergulhei. Não se preocupe
em entender, viver ultrapassa
qualquer entendimento".
(Clarice Lispector)
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Dica COMERCIAL

 ***

 

BLOG do Marcos Rogério

 

Banho de Chuva

 

Chuva da vida!

Gosto demais desse período chuvoso. Mês de dezembro não tem jeito, chove mesmo, mas eu não corro da chuva, deixo cair, deixo molhar. Se não for chuva de trovão, vou de boa pela rua, pode molhar tudo, não tem problema. Vou caminhando, molhado e observando a natureza viva se esbaldando nas águas que vão caindo. A água da chuva é diferente, é pura, nova, uma água fria, porém quente.

E quando cai, e estou sem guarda-chuva, não estou nem aí, vou seguindo meu caminho tranquilo, debaixo da chuva. A mochila, o sapato, a calça, camisa, tudo fica molhado, não ligo. Estou tomando um banho de chuva, limpando a alma. A chuva é de Deus e limpa as sujeiras invisíveis. Escuto um trovão bem longe, a chuva vai apertar, vai virar tempestade.

Apresso meus passos, estou longe de casa ainda. Relâmpagos aparecem entre as nuvens, é assustador, o medo cresce, mas vou seguindo pela rua que agora parece um rio.

Debaixo da chuva você consegue viajar no tempo, dá para lembrar da infância, das brincadeiras com água, a correria para não pegar a chuva na saída da escola, o primeiro encontro, o primeiro beijo debaixo da chuva e os programas, festas e eventos que não pode ir por conta do temporal. A chuva é uma delícia. Tudo fica limpo, o telhado, o carro, a avenida, o ar que respiramos. A cidade ganha vida, fica um tempinho sem poluição.

Estou chegando à minha casa, a chuva ainda caindo, meu sapato parece um barco furado, lotado de água, abro o portão, deixo as roupas molhadas na varanda, a chuva aumenta, parece avisar que estava só me esperando chegar em casa.

Abro a porta, todo molhado, corro para o banheiro, me ensinaram a tomar um banho quente sempre depois de enfrentar uma chuva, que agora virou uma tempestade com trovões, raios e relâmpagos. Ligo o chuveiro, mas uma surpresa criada pela chuva, não tem luz.

O banho frio no chuveiro é diferente da água da chuva, é cru, chato, não tem poesia.

 

 

 

***

O canto.

Estamos na época do canto das cigarras. Os especialistas contam que os machos cantam para atrair as fêmeas, o canto da conquista. Outros afirmam que algumas espécies cantam para afastar predadores ou para morrer. O som é lindo, rasga o vento, invade casas, marca o nosso tempo. De verão a verão sempre temos o canto das cigarras. Este som me persegue. Ouvi pela primeira vez na infância, em cima do pé de goiaba da casa da minha avó. Estava brincando e do nada começou. Foi um susto! Cheguei mais perto para ver o bicho, barulho alto, estridente, a cigarra quietinha, na árvore, foi marcante. Na juventude, chegando da escola, preparando para tirar aquele cochilo. Atrás da minha casa tinha um terreno, um quintal cheio de árvores, e, nelas, entre a primavera e o verão, chegavam as cigarras, e os cantos, todos os dias. Subia na janela do quarto para vê-las. Eram muitas, uma orquestra. Nas viagens da vida, nas cidades que visitei, sempre, de tardinha, na roça, no campo, no sítio, sempre havia um momento de sossego, uma pausa nas festas, na diversão e nesse sossego surgia o som, tinha cigarras ali. Certa vez, dentro de uma grande fábrica – uma reunião daquelas – eu esperava na recepção, nervoso. Se fechasse o negócio, seria uma grande venda, a minha primeira grande venda. Homens de gravatas, mulheres bem vestidas, ar condicionado, lembro, pois estava muito calor. Pedi para ir ao banheiro. Na verdade, queria fugir dali, mas não. – Posso ir ao banheiro? Perguntei à linda recepcionista. - Sim, claro, no fim do corredor. Fui... Passos lentos, sem confiança, desiludidos. Banheiro maravilhoso, torneiras que nem sabia mexer, sabonetes saindo da parede, incrível. Pensei na reunião, como iria começar a apresentação, mostrar a minha ideia. Molhei bem a cara, olhei para o espelho, vi meu rosto e uma janela. Subi para ver lá fora, aliviar a pressão, a empresa possuía um espaço verde nos fundos, cheio de árvores, muitas árvores, alimentei minha alma, era um lindo jardim. Estava descendo quando a música começou. Eram cigarras, várias cantando junto. Fui para janela novamente, viajando ouvindo a música que sempre me acompanha, lembrei da minha infância, da liberdade da juventude, da coragem, criança não tem medo, adolescente tem coragem pra tudo. O som parou. Meu medo da reunião também. Fui para a recepção. – Marcos Rogério, o diretor vai recebê-lo agora, poderia me seguir? Claro. Respondi confiante. Foi um sucesso, vendi tudo. Hipnotizei todos durante a apresentação, minha voz, parecia o som das cigarras. Foi um sucesso. Mesmo passados 15 anos, ainda me lembro perfeitamente deste dia, dessa reunião, do canto, do som da cigarra, marcando mais uma vez minha vida. Já ouviu a cigarra cantando hoje, querido leitor? Se ouvir, guarde este momento na memória. Vale a pena! Eu estou ouvindo, escrevendo e relendo este texto que escrevi agora, olhando pela janela da rádio. Tem cigarras demais aqui.

 

***

Posso ir ao banheiro?

Fiz meu lanche e fui lavar as mãos junto com os coleguinhas, era semana das crianças e depois do recreio todos iriam embora. Eu precisava me apressar, pois era sexta-feira e queria ser o primeiro da fila. O PRIMEIRO DA FILA ganhava o primeiro beijo da tia. Corri, lavei as mãos, peguei minhas coisas, olhei mais uma vez para os brinquedos do Jardim de Infância, já fiquei com saudades, mas fui pra fila. Consegui, era o primeiro. A professora mais linda do mundo, com os cabelos da cor do sol, me beijou. Ganhei meu dia, um beijo eterno colorindo toda a minha infância.

O papel, as canetas, o cheiro da tinta e o vaso de flor. A lição era desenhar o vaso com as cores que escolhesse. Quem é a internet para ganhar dessa atividade! A sala em silêncio, todos querendo fazer o melhor quadro. Em outra cena, estava do lado de fora da sala com minha equipe. Deveríamos apresentar um jornal, eu seria o repórter, era uma prova teatral, e era demais!
Obrigado, Deus, pelas aulas de educação artística. Eu recebia nesses momentos um aprendizado que marcaria toda a minha vida.

Estava agora no meio de uma tribo, índios por todos os lados, guardas portugueses atrás, correndo, matando a nossa gente, eu fugia com duas crianças indiazinhas, cabelos pretos lisos, lindos, corria, segurando as mãos deles, um sufoco. Depois já estava no barco junto dos escravos, dando água para o negro mais velho, conversando com ele que contava as histórias da sua terra e sentia saudades dos filhos, ouvimos um grito!
- Marcos?
- Opa, me desculpe.
Era mais uma aula de história e eu estava viajando com a professora que ensinava contando a histórias do nosso país andando pela sala, passando ao lado de cada um.

A sala estava uma bagunça, a turma do fundo naquele agito contagioso, os do meio conversando e eu sentado na frente, perto dos mais inteligentes da turma. Gostava deles, tudo gênio, daqueles que não conversavam muito, não se divertiam no recreio, pessoal mais calado, mas tudo fera nos estudos, eu ficava na aba deles pra tentar aprender.
Silêncio.
Sem nenhum sinal, nem um gesto, grito ou palavra, todos da sala ficavam quietos.
Ao entrar na sala, a minha professora de química com apenas um olhar dominava o ambiente, ali era o seu lugar, a sala de aula era o seu reino, começava mais uma aula. Todos hipnotizados.

Sexta tem prova. Pronto, a semana não seria mais divertida.
Brincadeiras como rouba-bandeira, pegador-de-esconder teriam que esperar.
A TV e ficar até mais tarde na rua brincando de “Cair no poço” também, sem chance.
Seria prova de física na sexta-feira.
O professor, o mais bravo da escola, era sério nas aulas, mas brincava com os alunos nas provas, ele se divertia nas questões, pegadinhas, perguntas maliciosas, deixava todo mundo louco, era tenso e inesquecível.
Inesquecível.
Citei alguns momentos inesquecíveis que vivi nas escolas da minha vida.
Tenho muitos, lembranças em cores e vivas, muito vivas que me alimentam diariamente com recordações cheias de histórias, e de muito conhecimento.

Obrigado aos professores da minha vida, das nossas vidas!
Eu amo vocês.

 

 
***
 
Dê uma chance!
 
Tem um filme muito bacana que se chama “Joy, o nome do sucesso”. Conta à história de Joy Mangano, uma empreendedora e inventora que fez de tudo para lançar, divulgar e vender a sua ideia. Ela passou um aperto daqueles, tentou de tudo mais ninguém lhe dava uma chance. No momento do desespero, na sua última tentativa de fazer sucesso, um publicitário lhe deu uma chance, e assim, ela apareceu na tv vendendo o seu produto, encantou a todos, vendeu 18 mil peças em 20 minutos, mudou de vida e conquistou o seu espaço.
UMA CHANCE. Ela precisava apenas de uma chance.
Quantos não precisam apenas de uma chance?
O vendedor que bate na sua porta tentando ganhar o pão de cada dia nas ruas.
O cantor que escreveu uma música, e corre atrás de divulgação.
O seu vizinho que montou um negócio na rua onde mora, ele precisa da sua chance.
Será que você já deu uma chance pra alguém?
Escutou a nova ideia do seu filho mais novo? Respeitou a opinião do novo integrante do grupo? Quis saber mais dos projetos, sonhos do seu marido, da sua esposa? Dê uma chance para o novo salão de beleza que abriu. Ligue para a nova pizzaria, a pizza lá pode ser boa também. Dê uma chance.
Estamos vivendo tempos de poucas chances. Estamos presos ao comodismo, com medo do novo, do inusitado. Até o amor está sem chance. Quantos casais não se formaram por conta de preconceitos, diferenças, opiniões diferentes, por velhas tradições. A família dela não deu chance ao namoro. Ele não teve chance de mostrar que poderia ser um ótimo marido.
Leia o jornal da sua cidade, a rádio da sua comunidade, visite o museu, vá às festas da sua igreja, no show da banda do seu amigo, nos eventos do seu bairro, do seu clube, compre aqui. Valorize o comércio da sua cidade, dê uma chance para os comerciantes daqui. Tem muita empresa que precisa só de uma chance pra ti convencer.
E você empresário, já deu uma chance para os moradores daqui? Para o jovem aprendiz? Tem muita gente com diplomas sem chances por ai, recebendo na cara, todos os dias um “você não tem experiência”. Se esta pessoa não tiver uma chance, não vai ter experiência. Dê uma chance.
Se leu este texto até agora, muito obrigado, você me deu uma chance, foi fácil né? Então, mude sua visão do mundo a partir de agora, dê uma chance pra todos que passarem na sua frente pedindo ajuda, oferecendo um serviço, um livro. Dê uma chance para você fazer o bem.
Dê uma chance.
Seja uma chance boa pra alguém.
 
 
***

 

 

Boca de siri



Outro dia ouvi um comentário muito interessante:
Se for comprar uma casa, feche a boca.
Se for comprar um carro, feche a boca.
Se for viajar, feche a boca.
Se for casar, feche, feche a boca.

Meu querido leitor. Essa mensagem é válida demais, para todos os segmentos de nossas vidas. Guardar o seu objetivo, seu sonho, só para ti. Não contar a ninguém.
Guardar segredo até a hora da conquista. E nesta época de dia dos namorados, essas dicas valem demais!

Quando você começa a namorar o mundo inteiro começa a agir. A sua turma, a turma do seu novo amor, a família dele, dela, e claro, os amigos e as amigas. Quando você começa a namorar, meu Deus, muita gente torce a favor, mas a maioria torce contra, acredite.

- Para, não liga pra ele não, deixa de ser boba.
- Que isto parceiro, você vai deixar de sair com a galera pra ir namorar?
- Aqui, fiquei sabendo que ele...
- Hummm, falaram pra mim que ela...

Início de namoro é um vestibular. Você tem que ter calma, paciência, respeito e não acreditar em tudo que seus "amigos" falam. É um momento turbulento para o jovem casal. Se passar nas provas, parabéns, os dois terão momentos mágicos. Início de namoro é eterno. Você jamais esquece o primeiro beijo, a primeira música, o cheiro do perfume dele, o cheiro do cabelo dela. Parece a paz. Um conselho pro seu namoro da certo? Feche a boca.
Não conte, não comente, não fale do seu novo relacionamento. Viva o momento só os dois. Conhecendo um ao outro, criando intimidade enquanto assiste a um filme no sábado, organize um passeio juntos, sem comentar nada, com ninguém. Os planos, o futuro, não pensem. Deixe acontecer. Namoro é assim, é viver, é curtir cada momento, sem prazos, sem medo, descobrindo um mundo novo a cada encontro e despedida.
No namoro, a lei do feche a boca, vale também viu e muito.
Só abre a boca para beijar!

 

 

***

Toda mãe já foi menina!

Texto publicado no Jornal Tribuna das Gerais no dia das Mães/2016 

 

Ela tem 92 anos.

O corpo dói, ela sente o peso das memórias. Cuidou de todos, a vida toda. Filhos, netos, marido. Hoje está feliz, vai receber visitas. Seu filho vem te visitar. Vai conhecer sua bisneta. Esta emocionada. Arrumou o lenço no cabelo, vestiu o seu melhor vestido, abriu a porta da sala, (à tardinha entra um vento gostoso que invade toda a casa). Sentou-se com dificuldades no sofá. Está cansada, mais não vai tirar seu pontual cochilo, não pode, seu filho mais velho vai vir. Fechou os olhos...

 

Está com 59 anos agora.

Partes do corpo caíram, mas ela nem liga. Está na sua melhor fase, confiante. Sabe tudo sobre a vida, e sabe valorizar cada um dos seus dias. Vai sair com as amigas mais tarde. Filhos todos crescidos. Pode ter essa liberdade agora. Foi ao salão, mudou um pouco o visual, o cabelo. Está pronta para mais uma noite de danças e vinhos. Vai sair com as amigas, se divertir, está feliz, dançando, girando, parece voando com o vento pelos tempos...

 

Ela chega aos 41 anos.

Uma verdadeira mulher. Pronta para a vida que escolheu. Decidida, cheia de tarefas, serviços e ainda carregando a segunda filha. O braço dói, nem liga, ela ama cuidar da casa, da família. Está na cozinha fazendo o jantar, trabalhou o dia inteiro, está de uniforme ainda, esgotada, mas não sente, não vê o cansaço. Abre a janela da cozinha, o vento espalha o cheiro do tempero no ar. – O jantar está pronto!  Ouvem-se gritos de alegria. Está tudo pronto mais um dia. Liga o chuveiro, banho, seu momento de paz, molha os cabelos, fecha os olhos...

 

Tem 20 anos agora!

Tem toda uma vida para escolher. Escolheu o mais bonito da sala, irão ao baile juntos. Pintou o cabelo, ganhou um vestido lindo, vai estrear hoje, junto com a sandália que nunca usou. Ela é livre, tem todo o tempo a seu favor. Hoje à noite ela vai brilhar! Uma dança, um encontro, um beijo. Sente o vento da madrugada no rosto ao chegar em casa, se despede no portão, mais um beijo tímido, sorrisos, que noite linda, vai para a cama, começa a sonhar...

 

Está com 7 anos.

A alegria da casa. O anjo que caiu do céu. O amor da família. É sua primeira visita ao parque que chegou à cidade, corre sem parar, cabelos ao vento, vestido sujo de sorvete, e corre. Ela não cansa. O corpo é novo, forte, tem apenas alguns arranhões das brincadeiras da vida. De repente para, olha, sorri... ELA ESTÁ SORRINDO!

 

ACORDA! Mãe? Acorda, está dormindo? Olha, ela está sorrindo para você!

Oi? Meu filho, vocês já chegaram?

Sim, olha sua bisneta.

Que linda meu filho.

 

Feliz dia das Mães!

 

***

Como lavar Carro

 

Defina um dia antes. Escolha o horário. Acorde bem cedo, animado, disposto.

Vá para a garagem com seu kit limpeza. Leve uma bebida, pode ser cerveja, vinho, refri ou água mesmo.

Coloque aquela sequencia de músicas que você adora, e comece. Lavar carro em casa pode ser uma boa terapia. Pegue a mangueira, o balde, a esponja ou pano, chegou a hora! Seu carro está sujo, ele rodou demais durante a semana. Enquanto joga a água nas sujeiras, vá pensando nas coisas erradas que cometeu. Os momentos de fúria no trânsito, o pensamento negativo durante a reunião, o tempo que perdeu em filas no banco, no hospital, a briga que teve em casa, no trabalho, os nãos, as portas fechadas, vá jogando tudo isto fora da sua cabeça junto com a sujeira que está saindo do seu carro. Olhando a água escorrendo, lembre-se da esperança, da renovação, você pode tentar novamente, os nãos podem virar sim, as portas fechadas hoje podem se abrir amanhã.

Comemore esse pensamento, beba um pouco da bebida que trouxe pra garagem, de uma pausa para ouvir a música, aumente um pouco o som, mas sem incomodar vizinhos, agora volte ao carro. Mergulhe um pano ou esponja na água com sabão, esfregando-o para certificar-se de que não haja nenhuma sujeira e comece a limpar o carro.  Enquanto esfrega a esponja comece a se lembrar de como comprou seu automóvel. A entrada, a primeira prestação, a ajuda do pai, da mãe ou da avó. Deixa a lembrança da primeira vez que dirigiu um carro invadir a sua mente. A pessoa que ti ensinou a dirigir, a primeira carona, a primeira viagem, a primeira ida ao baile com a namorada, vai limpando e lembrando-se das vezes que subindo a rua a pé, sonhou em ter um carro só seu. Mas não esqueça! Lave a sujeira da esponja no balde com água frequentemente. Caso necessário, troque a água do balde. Não adianta ficar esfregando barro molhado no seu carro. Termine um lado, lave-o com a mangueira antes de prosseguir.  Respire, escute mais um pouco da música que está tocando, beba mais um gole da bebida escolhida e volte ao trabalho. Chegou a vez do outro lado do carro, você está quase terminando. Comece a imaginar onde vai passear com o carrão todo limpo. Imagine as possibilidades, os destinos, crie um objetivo. Sair com a família, visitar um amigo, Shopping ou ir ao parque com as crianças. Você pode tudo, vc tem a liberdade! Da até para viajar no fim de ano ou no carnaval hein?! Mas continue. Mantenha o carro inteiro molhado, pois isso vai evitar que as gotículas sequem sobre a pintura e deixem marcas de água. Marcas... Qual marca você vai deixar na sua vida. Pense nisso quando começar a secar o carro com toalha. Vai secando e pensando, quais marcas vou deixar nesta minha passagem pela vida. Opa, seu carro está seco! Beba o último gole da bebida, repare na música que está tocando enquanto avalia o seu trabalho, veja se o carro está bem limpo, sem marcas. Reflita na sua vida novamente, quais marcas irá deixar? Seja marcante, faça coisas marcantes na sua vida, nesta única vida. Ao se encontrar com alguém que goste muito na rua, abrace, converse, sorria ao se despedir. Quando for executar um serviço, faça o melhor que conseguir e entregue no prazo com capricho. Faça tudo de coração. E agradeça sempre, elogie sempre que puder. Seja marcante para o seu filho, pra sua família e até para o desconhecido. A vida passa rápido querido leitor, aproveite bastante, viva, deixe marcas por onde e por quem passar!

Só não deixe marcas no carro quando for lavar!

  

 

 ***

 

 

O Dono do Mundo

 

Imagine você ganhando na Loteria milhões, milhões, milhões. Dinheiro que não acaba mais. Imagine: pronto, você ganhou! Jogou os números que sempre te acompanharam pela vida e gastou seu disputado dinheiro nesta aposta, e deu certo. Chegou a sua vez, agora sim a vida te ajudou, chegou a hora de se divertir, você está rico. De uma hora para outra mudou de vida, que legal, ontem mesmo no caminho para ir à loteria, você triste, viu aquela casa bonita, a mais bonita da sua rua, e sentiu um pouco de inveja, viu o carrão do seu amigo passando do seu lado, lembrou do seu que já é um modelo antigo, se apaixonou pela moto turbinada do seu vizinho e olhou para o comércio onde compra o pão. Um dia vou ter meu próprio negócio. Pensou. Terei dinheiro para comprar tudo que eu quiser. Pensou e se lembrou do exato momento que foi tentar a sorte na casa de aposta, sabia que desta vez seria diferente, mesmo quando viu aquela fila enorme, cheia de conhecidos e de outros, você resolveu enfrentar mais este desafio. E valeu a pena. Começou a se lembrar das horas que passou na fila, dos momentos e dos pensamentos que teve naquele dia. Eu vou ganhar desta vez, eu sei, vou ter tempo para muita coisa que ainda não fiz. E agora você está rico, milionário, feliz, o destino te presenteou, que bom, mas por algum motivo as cenas que você presenciou, os pensamentos que teve ainda “pobre” na fila da lotérica começaram a surgir na sua cabeça. Próximo! Na sua frente apenas mais quatro pessoas. Estou demorando demais aqui e hoje é quarta feira, tem jogo do meu time. Quando eu ganhar na loteria vou mudar de vida, terei uma casa chique, com garagem, e sala linda para ver o jogo tranquilo, comendo um petisco, bebendo uma cerveja, vai ser show! As lembranças deste dia continuaram a brotar. Próximo! A fila segue, no caminho da sua nova vida, só três pessoas. Você, cansado, olha para o outro lado da rua, uma lanchonete, na primeira mesa um moço bem arrumado, tomando um geladíssimo refrigerante. Deixa quieto, deixa eu ganhar, você vai ver camarada, vou ter a geladeira cheia de refri todos os dias, vai vendo. Seu humor já estava cinza. Uma tosse corta o silêncio inquietante da fila, um senhor, começa a passar mal, não consegue parar de tossir, chega um rapaz, parece ser o neto que o pega pelo braço e o tira da fila. O moço está mal de saúde, uma pena, tão jovem. Mas enfim, menos um na minha frente. A fila parou, a senhora da vez era uma idosa, cheia de papeis e dúvidas, você ri da cena calado, na mente. Eu milionário vou muito ficar pagando contas, Jamais! Vou ter pessoas só para resolver isto. Quero fazer mais nada na vida. Próximo! A última pessoa na sua frente se dirige ao caixa, o próximo é você e sua aposta. Sua passagem para a nova vida. Um celular toca na fila, um assunto começa a ser discutido alto, não tem como não ouvir. - Eu sei, já resolvi. - Tá bom, amanhã seis horas, vamos sim. - Comprei o pão e o leite, não esqueci. - Você recebeu minha encomenda? - Nossa, vai fazer isto no jantar? Vou levar um vinho. Deu para perceber que são casados. Pensou, analisando o que ouviu. Eu rico? Casado? Sei não, hein?! Quero seguir minha vida, sem limites, sozinho. Yessssss! Próximo. Sua vez. Jogou, deu o dinheiro para a moça bonita do caixa, apostou e depois ganhou na loteria, conseguiu! Foram horas na fila, horas que ficaram marcadas na sua memória. Momentos que separam você pobre do você rico. Estou rico, estou rico, estou rico! Acordou diferente no outro dia, com sono, a noite foi de sonhos agitados, muitas emoções, dormiu tarde demais. Foi tomar café e a casa estava toda arrumada, cheirosa, com tudo no lugar, era domingo. Lavou o carro que comprou em várias prestações e pagou, é seu. Deu uma limpeza na bicicleta da filha, à tarde iriam passear. Foi no comércio do seu bairro, comprou pão, leite, queijo e limão, hoje depois do almoço iria fazer uma bela limonada, geladíssima. Lembrou que teria jogo do seu time à tarde, comprou uma cerveja para assistir. E seguiu para a sua casa, reparando as ruas, as pessoas, que dia lindo, mais um domingo com cara de domingo. O portão se abriu, era sua família. Haviam ido à casa da avó, mas ela não estava. Aliás, ela não para quieta, sempre ativa, resolve tudo, desafiando seu corpo, sua idade. Era feliz assim, gosto disto, vou ser como ela quando envelhecer. Pensou. Abre o portão!!! Gritou o filho mais novo, “tô com fome! ” Sorriu, correu para pegar a chave, abrir a porta para a sua família, seu ouro, seu prêmio maior que qualquer loteria. Todos com saúde e preenchendo por completo o seu belo dia. Ao descer as escadas, lembrou-se do sonho da noite anterior. Meu Deus, sonhei que havia ganhado na loteria, que sonho doido. E sorriu agradecendo a Deus e ao destino, a sorte que teve na vida!

 

 

 

***

 

Terrorista

 

Você chega em casa, depois de uma semana pesada, de muito serviço,  de rotinas irredutíveis e importantes.

Você chega à sua casa, prepara o café, agradece por ter vencido mais uma semana, toma seu banho, faz um lanche e quando se prepara para descansar e ligar a TV para procurar algum programa, filme divertido, a notícia na tela ti alerta para uma realidade que você não queria naquele momento, no seu lar.

Mais um ataque terrorista.

Mais vidas sendo mortas por conta do fanatismo, da violência humana.

Eu fico assistindo as reportagens e pensando... O que viramos?

Qual o futuro desta nossa geração.

Troco de canal, olho para o meu filho jogando no tablet, e imagino o seu futuro.

Será que ele terá no futuro dias, horas, momentos incríveis que eu tive no meu passado?

Será que ele vai poder brincar na rua até na hora do jantar, vai poder voltar da escola sozinho, a pé, conversar com os colegas na porta de casa até de madrugada, ir e voltar da festa, do baile, sair para passear com a namorada, ficar dentro do carro, ouvindo música...

Vai ser um futuro difícil para os nossos filhos e netos.

Um futuro cercado por medo, preocupações e grades.

Um futuro que está se desenrolando, sendo criado por pessoas sem rumo.

Estamos convivendo com pessoas perdidas, caro leitor. Terroristas

O mundo está cheio de vários tipos de terroristas.

Pessoas perdidas pela fé, pelo fanatismo, pelo poder, pelo dinheiro.

Podemos encontrar terroristas fanáticos na nossa política, que fazem de tudo pelo poder.

Temos terroristas do ferro, do petróleo, do gás, que sugam todas as fontes do nosso planeta, cegos pelo dinheiro, pelos milhões que caem na conta a cada árvore cortada, a cada montanha mutilada, a cada rio destruído.

Tem mulheres e crianças convivendo com terroristas neste momento. Homens que assassinam suas parcerias, seu filhos, diariamente no Brasil, sem dó, sem pena, sem amor.

O menor de idade que mata todos os dias um pai, uma mãe, um estudante como se estivesse brincando é um terrorista.

O pedófilo, o corrupto, o estuprador, o traficante de pessoas também. 

Terror, medo, terrorista.

Palavra feia, que dá medo.

E que infelizmente vive entre nós.

Oremos.

 

“A melhor maneira de lutar contra o terrorismo

não é com armas. É com canetas, livros,

professores e escolas".

(Malala Yousafzai)

 

*** 

 

Sonhar Conquistas

 

Nesta semana eu fui a Sete Lagoas vender meu contra baixo.

Um Condor da cor verde, instrumento lindo, comprei há muito tempo atrás, acho que foi a minha primeira aquisição pessoal após o meu casamento. Um contra baixo cheio de shows e histórias na bagagem.

Mas vendi. Comprei outro baixo. Lindo, raridade, um sonho que parecia impossível, mas que consegui.

Usei o mesmo método que uso sempre na minha vida.

Durante as buscas por esse baixo, pesquisas por preços, lojas, eu imaginava, me via tocando, carregando o baixo para os ensaios, limpando, guardando. Ficava imaginando como seria minha postura no palco com este novo contra baixo. E assim, do nada a oportunidade surgiu. Achei na internet um cara que estava vendendo o raro instrumento musical. Entrei em contato, fechamos negócio e hoje o Thunderbird está lá em casa.

Faço isso direto na minha vida. Todos os sonhos que consegui realizar eu imaginei, vivi o mesmo antes de acontecer.

Foi assim quando ralava no banco de estagiário e sonhava em ser caixa.

Foi assim quando queria aprender a dirigir e ter um carro.

Quando dei o meu primeiro beijo. Fiquei imaginando a cena do beijo com a menina mais bonita da rua.

Foi assim quando sonhava com a vida a dois, ter uma casa, um filho.

Alias, o maior susto da minha vida foi quando entrei no quarto do hospital onde o meu filho nasceu. A carinha dele, o cabelo, tudo era igual ao menino que aparecia nos meus sonhos desde quando soube da gravidez da minha esposa. A criança que estava nos meu braços era a mesma dos meus sonhos.

Mentalizar, focar no sonho, imaginar, sonhar com o sonho todos os dias.

Um dia ele acontece meu querido leitor, Um dia ele aparece, surge na sua frente.

Foi assim no final da 6ª FESTA DO VERMELHO que fiz ali atrás do Supermercado cidade. Fechando o caixa, depois de ter pago as bandas, seguranças e toda equipe. Durante a contabilidade do evento eu comecei a imaginar a 7ª festa no FUNIL. Fiquei imaginando, criando a estratégia para lotar aquele enorme salão. Foi um ano ralando e sonhando com a festa. No sonho esbarra nas pessoas de tão cheia. Corria atrás de mais cervejas, comprava mais gelo, cumprimentava os amigos, todo mundo de vermelho. E fui trabalhando, fechando patrocínios, divulgando, entregando panfletos com meus amigos... E Bingo!

Num piscar de olhos, estava eu lá, um ano depois, desejando boa sorte pra toda equipe, seguranças, bandas, pessoal do som e abrindo a porta do Funil para os mais de 700 participantes. A maioria de vermelho. Lá para as duas da manhã fiquei escondido atrás do palco, perto da bateria e fiquei vendo a galera curtindo o meu sonho. É BOM DEMAIS quando você realiza o seu tão sonhado sonho.

FOQUE. ACREDITE E SONHE com o seu sonho.

Sonhe acordado, trabalhando para conquistar e concluir o seu objetivo, o seu sonho.

Uma hora ele chega.

 

Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado.

(Roberto Shinyashiki)

 

 

 

 

 

 

 

 

***

Uma Chance!

 

Quantos não precisam dela.

Uma chance.

Imagine quantos músicos se calaram por falta de uma chance.

Quantos amores se perderam por falta de uma chance de conversar, acertar os ponteiros e resolver o problema.

Quantos olhos ainda fechados nunca viram a o nascer do sol.

Não consigo calcular quantos artistas não brilharam por falta de uma chance, talvez por medo dos pais, preocupados com o futuro dos filhos, exigindo que estudassem medicina, direito ou outro curso. Não tiveram chance.

Quantos beijos não aconteceram.

Quantos momentos felizes ficaram apenas no papel.

Quantas ideias se foram por não ter tido uma chance.

Imagine a emoção do vendedor quando uma porta se abre solícita, é sua chance de vender e chegar em casa com o pão e leite pra família.

A mulher que não pode ter filho sonha com a chance de ser mãe, desesperadamente.

O jogador de futebol, o lutador, o menino que se formou, todos precisam de uma chance.

Até o cara tímido, aquele que só senta no fundo da sala, calado, merece uma chance na turma!

Todos, em alguma fase da vida, precisam de uma chance.

Para mostrar o seu potencial, o seu desejo, sonhos, uma chance para falar.

E todos em alguma fase da vida podem dar uma chance. 

É aquele momento que você pode definir mudar completamente o rumo da vida de uma pessoa. A vaga de emprego que surgiu na empresa onde trabalha e você se lembrou do amigo que está desempregado. A carona que você deu para a senhora que precisava subir a rua para o hospital.

A moça que se interessou pelo seu colega, e quer conhece-lo.

O jovem que bateu na porta da sua loja, querendo ti mostrar o seu novo projeto, e precisa de apoio.

A filha pequena, ainda adolescente, talvez tenha a solução para resolver os problemas da sua família, mas não a deixam falar.  Ela é nova, menina ainda, mas também merece uma chance.

Há a vida já me deu chances demais, algumas bacanas, outras tranquilas, e umas que surgiram e transformaram a minha vida. Depois eu conto aqui em outro texto, essas chances, cada uma daria um livro.

Olha querido leitor, tem um momento na vida que a sua tão sonhada chance aparece.

E neste momento, você sente um frio na barriga, os pensamentos explodem na sua cabeça, sua mão fica gelada.

Neste momento, diante da chance que sempre esperou. Você só tem uma coisa a fazer. Dar uma chance para você mesmo. Acreditar. Pensar positivo, buscar todo o conhecimento que obteve na estrada da sua vida, todas as lições que aprendeu e pegar, abraçar, agarrar essa chance.

Dê uma chance.

Seja uma Chance.

Aproveite a chance que o destino reservar.

“Um problema é uma chance para você fazer o seu melhor”.

(Duke Ellington)

 

 
***
 
 
Os tapas na cara que a vida nos dá

 

Chega um dia que em a vida te dá um tapa na cara e você acorda para realidade, a sua realidade. Pode ser na rua, na cama, na entrevista de emprego, na caminhada, na conversa entre amigos ou no hospital enquanto espera o nascimento do seu filho. A vida te dá um tapa, um choque de realidade. Neste momento você se descobre, se vê, leva um tapa e acorda. E assim, os pensamentos começam a surgir. Você começa a analisar a sua atual situação. Acontece com todos. Ninguém escapa! É depois do tapa que você se pergunta se as noites perdidas na balada ou nos estudos valeram a pena. Se aquele dia que você disse sim no altar foi a melhor decisão.Se o dinheiro investido na faculdade ou no sonho do filho foi o certo.

Este tapa acontece em qualquer fase da vida, nos 7, 15, 28 ou 40 anos. Pode ser na rua, na hora que o seu antigo colega de escola, aquele bobão da turma, que só estudava, passa de carro novo em frente a você que está no ponto de ônibus. A vida bate na sua cara quando você se aposenta, chega em casa após a sua última viagem a trabalho e repara que não viu o crescer dos filhos. Que você perdeu os primeiros passos da filha, a primeira palavra do menino... 

O tapa pode acontecer na hora que o médico, durante a consulta, descobre que por conta do seu vício com o cigarro seu pulmão está morrendo. O tapa acontece quando a filha se torna mãe e descobre o amor e as dores de cuidar de um filho. E os tapas continuam...

A primeira conta em seu nome, a primeira pestação da sua casa, o primeiro beijo, seu primeiro contrato. São exemplos de tapas construtivos, de responsabilidade, alegria.

Mas na estrada da vida, na maioria das vezes, somos surpreedidos com tapas certeiros, que miram direto no alvo da verdade, da sua verdade. E temos medo.

De encarar, de querer saber o que nos tornamos. Se você foi um bom filho, um bom marido, uma esposa, uma boa mãe.

E você continua sua caminhada, ficando velho, levando tapas.

Nesta fase, vai chegando um tempo que esses tapas começam a diminuir.

Mas ficam pesados. Você leva um tapa quando percebe que o dinheiro não é tudo, que o amor que esta recebendo dos filhos, a visita da filha com o neto no domingo, vale mais que qualquer milhões de reais. Que o simples fato de respirar sem ajuda de máquinas ti faz um vencedor. E chegam os tapas da saudade, da solidão, das lembranças gostosas, dos risos, da vontade de voltar e concertar tudo. Aparecem os tapas do medo de ficar sozinho em casa, no dia do aniversário, no Natal, na cama do hospital ou no asilo.

Não tem jeito.

Em todas as fases da vida vamos conviver com esses tapas.

Tem gente que cai na depressão. Entrega a vida para o destino. Mas tem outros que se descobrem. Crescem. Aceitam a sua realidade e fazem dela a sua fonte de energia. Criam objetivos, sonhos. Ou seja, o tapa é bom ou ruim, você escolhe. Ele faz parte da vida. Resta-nos apenas esperar o dia do nosso tapa e nos preparar. Confiar na educação que teve e a que deu. Ter fé, ter sido honesto nas decisões que tomou. Saber lidar com arrependimentos e tentar realizar todos os desejos e sonhos possíveis. E rápido. Pois no final, no último tapa que levará, será através de uma pergunta que vai bater sem parar na sua cabeça durante os seus últimos dias: você aproveitou a sua vida?

 
 
***
 
Vida Virtual
 
Está todo mundo conectado hoje em dia.
Um surto universal. Unindo, destruindo, influenciando, melhorando ou estragando. Criando costumes, hábitos.
 
Você já mexeu no celular hoje? Está com ele aí do lado, olhou para ele AGORA? Olhou, com certeza ele está do seu lado. Ligado, carregado, online. Seu novo fiel amigo. Inseparável, prestativo, seu.
 
A internet está cobrindo o mundo, o seu mundo. Está invadindo aniversários, casamentos, churrascos. O seu amigo já chega na sua casa querendo a senha do WIFI antes de te cumprimentar. As festas estão diferentes, o baile, a escola, as mesas de bar.
Todo mundo de cabeça para baixo conferindo o último post, a última notificação ou um novo grupo no whatsapp. O silêncio está surgindo também. As conversas estão diminuindo. As conversas no recreio, na hora do lanche da firma, o almoço.
 
A internet está criando falsos amores, apagando o brilho nos olhos depois de uma conquista. Aquele momento especial do primeiro encontro, onde você descobre os gostos, desejos, sonhos da pessoa ali na frente, conversando, curtindo, descobrindo um novo amor, uma nova pessoa. Um encontro sem prévia de facebook. A internet está aumentando o contato entre as pessoas e as afastando ao mesmo tempo. Estamos criando uma geração solitária. Sem perceber. Sem lutar. Apenas curtindo uma falsa evolução.

 

 

***

Vespasiano não tem nada? 

Eu cheguei a casa onde se encontrava a minha turma umas 15h.
Estavam todos animados, já comemorando o grande dia.
Naquele sábado aconteceria a Noite dos Sinais.
Um evento que marcou toda uma geração.
Cheguei já pegando o meu copo e o violão.
Ficamos cantando Legião, Lobão, Ira a tarde toda.
Despedimo-nos por volta das 21h e fui tomar banho.
O nosso encontro seria às dez da noite na pracinha. 

Cheguei na minha casa daquele jeito jovem de ser.
Bênção Mãe, tô chegando e tô saindo.
Comilança, banho, perfume, camisa da festa e tchau!

Pracinha JK
Ahhh a pracinha, que saudade. Estava lotada.
Todos já estavam lá. A alegria era contagiante.
Passamos na porta do Funil, como de costume.
Verificamos a galera reunida, a movimentação e claro, as meninas.
A festa prometia, como sempre.
Antes de entrar ficamos na porta do Taberninha, batendo papo, rindo, criando estratégias.
Pronto, era chegada a hora do evento. Entramos.
Adesivo VERDE no peito e fui pro abraço.
Que festa linda. Que saudade.
Sou da época de festas assim caro eleitor. Esperadas, sonhadas, marcantes.
Sou da época da Noite dos Sinais, Baile de Debutantes, Glamour Girl, Dos Barangos, Forró do Machado, Do Caieiras velha, do Halloween do Funil, do Alphaville, Funilzinho by Night...
Celebrações que fazem parte da história de muita gente.
Curti todos, ao máximo e através de uma oportunidade única, nessas viradas da vida, o destino
me presenteou com a chance de organizar, viver e realizar a minha amada Festa dos Barangos.

Festa que continua até hoje. E que este ano vai completar 20 anos. Dia 22 de agosto no novo Funil.
Escrevi este texto nostálgico para motivar e convidar á todos que viveram esta época de ouro da nossa cidade e matar a saudade deste tempo que não volta mais.

Uma época em que a juventude não se importava com isso e aquilo. Só queriam se divertir. Sem internet mesmo, nem existia, nem precisava.
Um tempo que o povo clamava por eventos e participava, comparecia.

Como esquecer a praça lotada nos Festivais de inverno. O enduro ecológico. E o campo da Cooperativa? Onde hoje é o Supermercado BH.

Ali cantou Alceu Valença, Capital Inicial. E TODOS compareciam. Curtiam. Famílias inteiras.
Hoje, o Vespasianense não sai mais na sua cidade. Não valoriza! E olha que estão fervendo eventos culturais, cursos, projetos, novos barzinhos... Mas não. A galera não Valoriza. E estas pessoas, na maioria das vezes, são os que mais falam mal de Vespasiano. Os que mais reclamam, gritando ao vento, que aqui não tem nada.

Falei sobre isto no Facebook semana passada.
Que existe um Câncer em Vespasiano. Escondido.
Vivendo em pessoas estranhas, com pensamentos estranhos. Que não valoriza nada. O comércio, o artista, os eventos. NADA. Que torce contra o sucesso do outro. Elogia entre espinhos.
Tem um Câncer na nossa cidade.
Calado, Cruel, Maligno.

  

***
 
Mulher é tudo!
 
Minha esposa, minha mãe, minhas irmãs, a minha avó, tias, primas, amigas, minhas colegas de trabalho na rádio e no site.
Eu adoro essas mulheres. Sempre aprendo com elas.
 
É incrível a força que estas mulheres possuem. Uma energia infinita gerada pelo amor aos filhos, à família. A mulher de hoje faz de tudo! Vai pra cozinha, arruma a casa, lava a roupa, vai ao banco, da banho no filho, ensina o dever de casa, vai na rua, compra carne, roupa, sapato, meia pro marido. É vida corrida. A mulher de hoje em dia é um ser humano diferente de tudo!
 
Marca dentista pra filha, vai à reunião escolar, paga conta na lotérica, vai à feira, no supermercado, passa na farmácia, aquela que fica perto da lojinha, olha as roupas, pensa, olha... Mas não compra. Este mês a conta de luz veio cara, precisa economizar. Quarta é aniversário da caçula. A mulher de hoje, é Tudo!
 
Ela é mãe, é dona, é patroa, empresária, diarista, advogada, economista, dentista, enfermeira, balconista, é contabilista, do lar, faxineira e até motorista. A mulher de hoje, faz de tudo!
 
Até magia... Sim... Depois de tudo, de um dia corrido, depois de uma semana que não teve tempo nem de cuidar das unhas, num passe de mágica..
Ela ainda consegue se transformar na mulher mais linda da sua vida.
 
Parabéns mulheres!

 

 

***

 

EDUCAÇÃO NÃO SE MOVE.

 

Sábado eu fui para Belo Horizonte utilizando o novo sistema MOVE.

Peguei “o vermelhão 5800” aqui no bairro Vista Alegre.

Chegamos rápido na Estação Morro Alto. Projeto lindo, uma estação enorme, organizada. Passei na bilheteria e comprei o cartão Ótimo. Caminhei para o local

Para esperar o MOVE com destino centro e enquanto fui conferir no relógio as horas, o gigantesco ônibus chegou. Lindo, espaçoso e com ar condicionado.

 

Chegou dois, o MOVE paradora e o MOVE que vai direto para praça da estação

Peguei o MOVE PARADORA, uma dica pra quem vai para o centro e deseja descer na Curitiba ou Paraná. Desci no ponto próximo ao Hospital Risoleta Neves, lá troquei de ‘PARADORA’ e assim fui para o centro. Coisa rápida.

Resumindo, a ida para Belo Horizonte é rápida. Conversando com amigos e outros passageiros quase todos confirmaram, pra ir é bem rápido nos dias de semana também.

Cheguei na cidade grande. Vou muito pouco à capital. Gosto muito não, trabalhei por muito tempo no centro, fiquei traumatizado, muito barulho.

Comprei algumas coisas, comi três pastéis de carne ali na lanchonete que tem o molho mais louco de Minas e desci a Amazonas em direção a Praça da Estação.

Olha, o ponto para voltar para a Estação Morro Alto é na praça da Estação.

E foi neste momento que começou a minha decepção.

O ponto não está pronto. Fizeram uma gambiarra na praça. O local esta perigoso.

E o pior, o mais triste, poucos respeitam a Fila.

Vi moças, senhores homens engravatados, mães, meninas, pais, estudantes, TODOS furando filas, desrespeitando dezenas de pessoas, sem qualquer pudor.

É revoltante! O MOVE chega no tempo certo, não demora. Mas quem está na fila é prejudicado, pois a mesma não anda. A fila não anda, fica parada, imóvel por conta das pessoas que refletem a atual situação da educação do nosso país.

 

Todos na fila ficam nervosos. Quando entro no ônibus vejo idosos em pé e as pessoas que furaram a fila sentados. O clima fica tenso, passageiros começam a reclamar dos ‘furões” escuto uma discussão e virando para a trás vejo dois homens e uma mulher se atacando. Começa a gritaria, o motorista para o carro. Escuto a sirene da PM, três policiais entram, tira os dois brigões, conversa com a mulher e assim o ônibus segue.

 

A revolta é grande. E se os responsáveis não tomarem uma atitude contra os fura fila, vai acontecer coisa pior no ponto da praça da estação.

Em fim, chego à Estação Morro Alto.

E percebo que a volta pra Vespasiano é ainda mais complicada. Você chega e tem que torcer para estar no seu dia de sorte e encontrar o seu ônibus ali te esperando para Vespasiano. Infelizmente, não foi o meu caso e a demora é grande. A empresa parece que diminuiu o número de carros.

É complicado. A volta para Vespasiano é triste meus amigos.

Boa sorte para todos que trabalham na capital e usam o Move todos os dias.

Boa sorte, que Deus te proteja e te dê muita paciência.

 

 

***

Feliz 2015 galera!
Que você diminua o seu tempo no Facebook e no whatsapp.
Que você tenha mais contato, contato mesmo, de pegar, abraçar, beijar, cumprimentar.
Que beba muita água durante o dia.
Assista mais filmes, peças e shows.
Que você brinque mais com seu filho.
Visite mais seus familiares.
Que você valorize mais as festas na sua cidade, o comércio, os artistas da nossa cidade.
E que você comemore bastante, viva bastante, faça de tudo, tudo que deseja, rápido.
Pois a vida é uma só.
Que você aprenda que SER é melhor que ter!
Feliz ano novo!

 

***

Texto para o Jornal Tribuna das Gerais / Dezembro 2014

 

Feliz Perdão! 

 

Já perdoou alguém, caro leitor? Já teve a chance de perdoar alguém? O perdão é um milagre da vida. Ele salva, ignora qualquer problema, soluciona qualquer relação. O perdão sempre aparece nas viradas da vida. Ele sempre aparece no momento certo. Já fui magoado, humilhado e sofri muito. Mas já tive o nobre e raro momento do perdão.

 

E foi tenso, difícil e assustador, ver a pessoa que me maltratou no passado, sofrendo, caída no chão, frágil e a salvei. A salvei sem pensar! Perdoei em instantes, segundos. Ali não tinha mais brigas, fofocas, era um amigo das antigas precisando de ajuda. E ajudei.  Sem pensar.

 

Já fui xingado injustamente e, depois de anos, o mesmo agressor, conseguindo meu número, me ligou pedindo socorro. Este eu pensei um pouco, mas senti no meu coração a vontade de perdoar e o fiz. Ajudei. Posso citar vários exemplos de perdão. Outros perdões que já pratiquei, perdões de amigos que me contaram, de histórias de ouvintes que me contam na rádio. O perdão existe leitor.

 

Aproveite o Natal. Aproveite esta época do ano e pratique o perdão. São tantos irmãos que estão anos sem conversar, imagine quantas amizades se perderam por falta do perdão, os casais que se separam, pois não souberam conversar, escutar, aceitar o perdão do outro.

O pai que brigou com o filho nos anos 90 e até hoje não trocam uma palavra.

 

Sei que cada caso é um caso, mas os efeitos positivos do perdão são os mesmos. De paz, de dever cumprido, de ter feito a sua parte. Perdoe, leitor. Seja igual ao amor de uma mãe neste Natal. Perdoe sempre.

 

"Você quer ser feliz por um instante? Vingue-se.

Você quer ser feliz para sempre? Perdoe".

(Tertuliano)

 

 

 

***

Seja Bem vindo!

 

Esta semana vai completar um ano que eu solicitei um serviço de uma empresa aqui de Vespasiano. Eu estava próximo ao estabelecimento, vi  o dono na porta e resolvi perguntar:

- Boas tarde, vocês poderiam ir ao meu escritório resolver um problema pra mim?

 

Olha, teve uma época que eu trabalhava em um banco e o que mais recordo eram os cursos de atendimento. Todo mês tinha curso. Eu adorava, pois além de ter folga, dava para viajar e conhecer outros lugares, outras pessoas, era bacana. Sempre no final do curso era realizado um teatro com todos os participantes apresentando através de simulações o que tinha aprendido. A meta, o objetivo principal destes cursos era aprimorar ainda mais o atendimento.

 

O atendimento da sua empresa deve ser igual para todos os tipos de clientes, em qualquer situação. 

O cliente não tem cor, nível social, partido, time, religião, ele é único.

O cliente antigo é igual ao cliente novo. O tratamento deve ser igual.

O cliente ao entrar na sua loja, no seu estabelecimento ele deve ser tratado como o último cliente da sua cidade, de Minas, do Brasil, do Mundo. E nesta época do ano, onde todo mundo entra no clima do natal, a sua loja, a sua empresa não pode vacilar. Chegou a hora de faturar, e para isto, você meu amigo comerciante deve priorizar o atendimento da sua loja. Ele será fundamental para as vendas neste natal. Pense nisto, como anda o atendimento na minha loja? 

E para você funcionário, apenas uma dica do mestre Henry Ford “Não é o empregador quem paga os salários, mas o cliente”. Sério. 

 

 

Olha, esta semana faz um ano que presenciei o pior atendimento da minha vida, foi assim:

- Boas tarde, vocês poderiam ir ao meu escritório resolver um problema pra mim? Perguntei ao dono da empresa que estava saindo de carro. 

- Ahhhhhhh olha lá dentro na loja, vê lá, estamos cheios de serviço, tem que ver. E saiu acelerando o automóvel com pressa. Entrei no estabelecimento, uma pessoa veio me atender.

- Gostaria de ver a possibilidade de vcs irem ao meu trabalho resolver um problema pra mim.

- Hummmmm, olha tem que ver, pois nós estamos com muito serviço pra empresa grande, vou agendar aqui, mas deve demorar uns três meses.

- Tudo bem, anote o meu endereço. 

 

Ela anotou, fechou a agenda e saiu, voltou pra sua mesa sem dizer “Boa tarde” ou um simples “Obrigado”. Fiquei no balcão analisando a situação e pensando, nunca mais eu entro aqui.

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